Mercado de filtros cresce em 2018 em patamar positivo, sem recordes e atento ao cenário global

6/11/2017



Apesar da crise econômica e política, as expectativas apontam um 2018 melhor que 2017 com crescimento para o mercado de filtros, que ainda está em fase de retomada. Não um crescimento acelerado e com recordes, mas dentro de um valor positivo para o setor, que já evolui e cresce naturalmente. Mesmo assim, na opinião de profissionais do mercado, é importante analisar cenário por cenário e ficar atento às nuanças que aparecem diante da crise econômica e política pela qual estamos passando. 
O consumidor está refletindo mais antes da compra, pesquisando mais e procurando enxugar gastos. Os fornecedores de filtros têm expertise e estão em dia e bem focados nos movimentos do mercado e do consumidor, para atender às necessidades da melhor forma possível, fidelizar clientes e conquistar novos segmentos. São diferentes ações, tecnologias, produtos, serviços, entre outros, que estas empresas dispõem para alavancar o mercado de filtros, já se preparando para 2018.
    
Conjuntura
“É preciso analisar os vários cenários que influenciam o mercado e, sempre que o fazemos, notamos quanto dinâmicos eles são. Fatos ou previsões que julgamos importantes passam despercebidos pelo mercado e outras ‘marolinhas’ nos apanham de surpresa” - afirma Luiz Catanio, gerente comercial da Notria. Ele diz que, nas previsões feitas pela empresa, evitam se basear em fatos extremos, sejam de caráter otimista ou pessimista. “Mesmo que existam chances, dificilmente uma empresa ou mercado consegue configurar e aprovar um plano baseado em extremismos, a menos que sejam mais evidências ou vidências do que previsões” - avalia.



No cenário internacional, o mundo está de olho no que acontece com a nossa economia. “Apesar de todos os problemas, o Brasil segue no bloco de mercados emergentes, não mais entre os sete, mas está lá. Esse é o nome que as potências econômicas dão aos países com demanda reprimida. Daí a grande preocupação daqueles com a estabilidade da nossa economia” - diz Catanio.
No cenário nacional, os escândalos com a corrupção ganham cada vez mais destaque conforme surgem novas denúncias. “As notícias de políticas das grandes corporações e instituições saíram dos cadernos próprios e foram para as páginas policiais. Restaram poucas novidades nos cadernos de economia. Essas, por sorte, em 2017, bastante refratárias aos acontecimentos policiais” - analisa.
A cada hora uma nova notícia e as previsões se modificam. “Qualquer mercado no mundo sentiria com maior rigor um impedimento seguido de afastamento e prisão de líderes políticos, crise entre poderes, prisão de executivos de grandes corporações e nova possibilidade de impedimento” - reflete Catanio.
Com as eleições gerais em 2018, as previsões da empresa são mais otimistas, como acontece com todos os anos eleitorais. “Em 2017, até o momento não percebemos isso, os candidatos são feitos e desfeitos pela imprensa, pelos institutos “independentes” de pesquisas e pelas novíssimas e incontroláveis redes sociais, seguindo incógnitos os prováveis candidatos e líderes partidários. Enquanto o governo não age, a oposição não reage” - avalia Catanio. Conforme diz, normalmente também, os governos anteriores, em vésperas de entregarem seus cargos, trabalharam empenhados em eleger seus sucessores e, com isso, as políticas econômicas, consistentes ou não, afrouxaram as rédeas. 
Fazendo uma leitura da conjuntura atual, Djalma Baúte, gerente geral da Poli-Filtro explica que o cenário econômico internacional é favorável, apesar do clima tenso na geopolítica entre a Coreia do Norte e os EUA, com Trump. “No cenário nacional, há a fragilidade no mercado Brasil devido a mais uma denúncia a ser votada contra o governo Temer. E a dificuldade de aprovar a reforma da Previdência, espinha dorsal para o ajuste fiscal. Acredito que essa reforma irá impulsionar o país, mas não será feita nesse governo” - opina.


Sobre os desafios do próximo ano, Marcelo Silva, diretor comercial IAM & Exportação da Sogefi Filtration do Brasil, diz que o que mais os preocupa, e a todos os brasileiros, é a instabilidade política, por ser imprevisível e estar completamente fora de nosso controle. “Mas o importante é que os nossos clientes estão bem mais otimistas e a nossa equipe está motivada e confiante no futuro. Com esse apoio, podemos enfrentar qualquer desafio” - afirma.
Ao analisar as estratégias adotadas por seus clientes, a Parker verificou que os desafios em 2018 serão bem parecidos com os quais estamos enfrentando nos últimos anos: baixo investimento em infraestrutura pelo governo, juros para financiamento elevados, baixa demanda de mercado, crise política, escândalos em todos os poderes, guerra de preços baixos etc.


 
Aposta na certeza
Catanio diz que há um quadro de grande contradição: diante de um cenário de incerteza, é preciso apostar na certeza. “O mercado continuará estável em 2018, crescimento mínimo em relação a 2017 no mercado de reposição, quem não se arrisca em comprar um novo, cuida melhor do velho. Inflação e câmbio controlados, política econômica descolada das crises políticas e institucionais, desemprego alto, crescimento do endividamento público e privado e investimentos limitados às possíveis privatizações” - afirma Catanio.
De maneira geral, as expectativas para 2018 são melhores em comparação a 2017. “A economia está regulando o mercado, o dólar sob controle e a inflação com tendência de queda, o que faz com que o mercado de filtros evolua naturalmente” - avalia João Moura, presidente da Abrafiltros – Associação Brasileira das Empresas de Filtros e seus Sistemas – Automotivos e Industriais.
O mercado de filtros está sempre em crescimento e evolução. “Principalmente para empresas que estão focadas no planejamento estratégico, o que permite estar preparado para aproveitar as oportunidades. Sempre há novas possibilidades ou situações de mercado decorrentes de empresas que, por algum motivo, não atendam às necessidades de segmentos específicos” - destaca Moura.


O mercado se mostra otimista no curto prazo. “O Banco Central (BC) projeta uma queda na Selic de mais 0,75%, o que significa uma taxa básica de 7,5% para a próxima reunião. Hoje a Selic com 8,25% atrai crédito e alcança investimento que gera emprego e melhora a expectativa da população” - expõe Baúte. Diante desse cenário, a Poli-Filtro projeta um forte investimento nas unidades atuais e prevê algumas startups para o FY18 (Fiscal Year), conforme planejamento estratégico de sua direção.
2017 era aguardado ainda como um ano de crise e está terminando com um crescimento significativo. “Acreditamos que 2018 deve ter um comportamento parecido. É certo que não será um ano para o mercado de filtros bater recordes históricos, mas tudo indica que será outro período positivo, mais uma etapa de transição para iniciarmos uma grande retomada a partir de 2019” - antecipa Marcelo Silva.
“Nossa expectativa é de que este mercado, que ainda está em amadurecimento, continue em pleno crescimento. Conforme o consumidor tem maior acesso à informação, os benefícios relacionados à saúde e à economia são cada vez mais evidentes. 2018 será um ano de recuperação econômica, o que contribuirá para que este mercado volte a crescer de maneira acelerada” - analisa Anderson A. Oliveira, gerente de marketing e produtos da Hidro Filtros do Brasil. 
“As expectativas para 2018 são de um leve crescimento em torno de 4% a 6%. Apesar das expectativas serem mais positivas, ainda precisamos de cautela e continuar investindo na melhoria da produtividade e experiência dos nossos clientes” - ressalta José Augusto da Silva Moraes, gerente geral da Latin America Filtration Division da Parker Hannifin. Segundo ele, com a aquisição da Clarcor pela Parker, são boas as perspectivas de continuar a oferecer um serviço diferenciado aos seus clientes.
“Com o poder econômico reagindo, apesar do governo, a manutenção preventiva deva ser estimulada para um patamar mais seguro” - aponta Sergio Gazarini, diretor comercial da Seineca Automotive do Brasil.
Para Cesar Costa, diretor de vendas e marketing da Wega Motors, as expectativas são muito boas. “A economia consegue seguir sem interferência política, por enquanto, a inflação está controlada e o consumo está voltando” - pontua. Segundo ele, ano de eleições como 2018 sempre interfere um pouco no ânimo do consumidor. “Esperamos um crescimento, pois a frota de carros que estão deixando a obrigatoriedade de serem atendidos pelas concessionárias aumenta a cada ano” - aponta Costa.




Como a crise impactou em 2017
O mercado vem reagindo, mas com maior critério. “O consumidor principalmente não está deixando se levar pelo consumo impulsivo, analisando as posições de serviços e preços a seu favor” - diz Gazarini. Quanto ao distribuidor, ele vem reestruturando seus estoques, reduzindo o número de linhas de distribuição e reavaliando seus parceiros para se tornar mais eficiente.
A crise exigiu novo posicionamento do consumidor que teve que enxugar seus gastos para atender às suas necessidades. “O consumidor pesquisou mais, comparou mais e teve opções mais baratas que os tradicionais fabricantes. Isso fez com que todos revisassem seus custos a fim de se adequar a esta realidade de mercado” - conta Oliveira.



A maioria das empresas já esperava e se preparava para um cenário desafiador em 2017. “Assim, não houve impacto tão grande nas operações. O segmento de reposição auxiliou na sustentação do setor de filtros automotivos e houve sinais de reação a partir do terceiro trimestre, com crescimento positivo do mercado interno e as montadoras investindo nas exportações” - contextualiza Moura.
Segundo o presidente da Abrafiltros, o segmento de filtros industriais também seguiu a mesma linha, se preparou para uma situação atípica, mas que não se mostrou tão ruim como estava sendo previsto. Já o segmento de filtros para estações de tratamento de água e efluentes teve flutuações, mas conseguiu atender a boa parte das expectativas. “Há sinalização de um cenário mais positivo em 2018 devido ao Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do BNDES, que deve propiciar novos recursos para o setor” - afirma Moura.
Para Catanio, o mercado de filtros em 2016 e 2017 noticiou ou previu muito mais movimentações do que realmente aconteceram. “Excetuando, sem nomear, as que foram decorrentes de grandes movimentações fora do Brasil, que inevitavelmente iniciaram e devem mudar nosso mercado em 2018 em termos de cota de mercado” - salienta. Conforme diz, quem fez e executou um plano realista ou com cenário ajustado em 2017 deve ter um Natal mais feliz. “Os otimistas, se ainda existem, estarão decepcionados e os pessimistas cientes de que perderam oportunidades” - pondera Catanio.
A exemplo de todo o setor industrial brasileiro, a Sogefi se preparou em 2016 para enfrentar um 2017 bem difícil. Mas não foi bem assim. “Diante dessa expectativa inicial, 2017 foi uma surpresa muito positiva. 
A produção de veículos novos finalmente está se recuperando por completo, em todos os segmentos, e o mercado de reposição segue aquecido” - salienta Marcelo Silva.
Ele cita que a última Automec representou bem esse otimismo. “Todos queriam deixar a crise para trás e trabalhar para fazer a diferença pelo nosso país” -  diz Marcelo Silva. A Sogefi ganhou novos negócios importantes no mercado original e lançou dezenas de novos produtos. Além disso, a empresa está comemorando o aniversário mundial de 85 anos da Fram, marca de filtros automotivos há mais tempo em produção no Brasil.
Ao comparar 2017 com 2016, a Parker fez bem sua lição de casa diante da crise. “Crescemos em torno de 18% em relação ao ano anterior, pois focamos em atender ao mercado de reposição, fornecendo soluções inovadoras aos nossos clientes que permitiram que eles ficassem mais competitivos aos mercados interno e externo, principalmente o mercado de exportação que manteve os nossos clientes operando” -  afirma Moraes.  
Mesmo com seus clientes focando na exportação de seus produtos, ainda assim a Parker sentiu uma forte queda na venda para as montadoras. “Porém, nossa estratégia de ter um produto de qualidade elevada, preços justos e uma proximidade muito grande com os nossos clientes e parceiros nos permitiu ser competitivos neste mercado e ganhar mais market share” - destaca Moraes.
Na Poli-Filtro, o foco é atingir os objetivos e metas propostos, sem pensar na crise. “O FY17 tem sido trabalhoso, porém, estamos no caminho para conquistar nossos objetivos estabelecidos em conjunto com os investidores. Não sofremos com a crise, não olhamos para a crise, focamos em bater nossas metas” - enfatiza Baúte. 
Costa, da Wega Motors, chama a atenção para o crescimento do mercado de reposição automotiva e afirma que 2017 foi um ano de recuperação. “A crise econômica foi superada e todos conseguiram crescer no ano” - comemora. 

Condições atuais  
Hoje o mercado de filtros está bem competitivo. “Como o mercado ainda tem crescimento modesto, todos os fornecedores de filtros estão buscando alavancar a sua participação dentro dos clientes e aumentar a participação no mercado, oferecendo um serviço premium aos clientes. Assim, a conquista de uma cotação, de um pedido, é muito comemorada e prestigiada” - revela Moraes. Desta forma, o objetivo é fidelizar os fornecimentos atuais e, ao mesmo tempo, oferecer alternativas competitivas aos clientes.
E o mercado de filtros continua em pleno crescimento. “A crise fez com que todos puxassem seus preços para baixo. É de extrema importância os controles do Inmetro a fim de garantir a qualidade destes produtos para que, no final, o consumidor não seja lesado” - analisa Oliveira.
Para minimizar o impacto da perda de receita na venda de equipamentos, os fabricantes projetaram vender os periféricos de um modo geral e peças. “O mercado ficou muito competitivo e desleal, uma vez que nós, da Poli-Filtro, somos monoproduto. Mas jogo é jogo e não jogamos para perder. Ajustamos nossa estratégia e de alguma forma ganhamos mercado e não perdemos faturamento” - ressalta Baúte.
Existem vários fabricantes e importadores competindo, mas o fator preço aliado à qualidade vem direcionando o mercado. “Uma empresa com os princípios estruturados de comercialização tem condições de eleger distribuidores para obter um market share” - salienta Gazarini.


A maioria das empresas está adaptada ao cenário atual do país. “As que estão em dificuldade provavelmente tiveram problemas com o planejamento estratégico ou não puderam realizar os investimentos necessários para absorver as flutuações e oportunidades dos respectivos segmentos de atuação” - analisa Moura. Nesse sentido, segundo ele, “cabe aos corpos diretivos das empresas fazer os devidos diagnósticos e planejamentos para manter um plano de ação consistente que faça o mercado girar, e não apenas se pautar em ações de contenção e retração pelo atual momento político e econômico do país”.
Catanio diz que geralmente ficamos muitos atentos e preocupados somente com as movimentações das grandes montadoras e dos grandes consumidores e não damos atenção a outros segmentos do setor. “O mercado não está restrito a isso. O grande mercado de reposição tem movimento e vontade própria, é importante estar de olho também nos canais de distribuição” - destaca. De acordo com ele, a tendência dos canais é buscar independência nas épocas de grande demanda e parcerias nos momentos de crise. 
“Ficou no passado a ideia de que ‘filtro é tudo igual’. Com o avanço tecnológico dos veículos, a diferença está cada vez mais evidente. Nós sabemos que algumas fatias do mercado estão dominadas por produtos inferiores e sem qualquer suporte. Decidimos manter os nossos valores e a nossa qualidade em primeiro plano. Queremos garantir aos nossos clientes que eles sempre encontrarão as melhores soluções com a Sogefi e a Fram” - assegura Marcelo Silva. O compromisso da empresa no segmento de filtros automotivos é investir continuamente em tecnologia, qualidade e atendimento com a mesma postura no mercado original e na reposição.
Costa diz que o mercado de filtros é muito dinâmico. “Temos grandes marcas e novas marcas chegando no mercado. É um produto que o consumidor conhece e sabe que tem que fazer a manutenção” - destaca. De acordo com ele, a linha de filtros de cabine está crescendo. “Mas ainda precisa da conscientização do consumidor. E isso é trabalho de todos os fabricantes de filtros” - enfatiza. 
 
Investimentos e incentivos
A política de incentivo e investimento depende do segmento e constituição de cada empresa. “Para multinacionais, é preciso seguir as diretrizes planejadas pela matriz dentro de um cenário globalizado de expectativas de mercado. Para empresas nacionais, cabe ao empresário buscar as melhores oportunidades de investimento para garantir a sustentação, desenvolvimento da organização e estar atento às oportunidades de mercado”, distingue Moura, da Abrafiltros.
Ainda existem poucos incentivos para este mercado. “Os investimentos da nossa empresa estarão voltados para melhor comunicação aos consumidores, melhor produtividade para reduzir os custos de produção e aumento do mix de produtos” - afirma Oliveira, da Hidro Filtros do Brasil.
Na Poli-Filtro, os investimentos são de capital próprio e os incentivos negociados com parceiros comerciais, instituições públicas etc. “Não há incentivo, mas, através de um estudo detalhado tributário e de mercado, conseguimos algumas vantagens que nos mantêm competitivos” - aponta Baúte.
Para Gazarini, da Seineca, o investimento em estoque deve ser constante para assegurar um abastecimento seguro aos seus distribuidores. 
A diversidade da linha com novos itens também deverá ser um fator importante para poder competir.  
Na Parker, os investimentos estão focados em melhoria da tecnologia dos produtos e serviços oferecidos. Como foi feito no final do ano passado, quando a empresa lançou o E-Max, filtro inovador que vai ajudar seus clientes a ter melhor performance em seus veículos. “Também estamos investindo em novos materiais que trazem um ótimo custo-benefício para os nossos clientes, e já incluindo diferenciais. Além de investirmos fortemente em processos produtivos que garantam aos nossos clientes segurança e performance” - ressalta Moraes. 
Na opinião de Costa, da Wega Motors, o investimento mais forte e, ao mesmo tempo, o maior desafio para esse mercado é conscientizar o consumidor e o aplicador da troca completa do kit de filtro. “Quanto a incentivos para o mercado, seria muito bom ter uma norma do Ministério da Saúde destacando a importância do filtro de cabine para a saúde e prevenção de doenças” - sugere.   
“Haverá grandes investimentos no setor com o ingresso de novas multinacionais, principalmente de origem oriental, que precisam muito mais do nosso mercado do que o nosso mercado delas. Na espreita, não será em 2018, mas vai acontecer” - prevê Catanio, da Notria.
Ele diz que o grande problema é que nosso mercado teve muito protecionismo e pouco incentivo. “A proteção nos acomodou ao invés de transformar. Nós somos muito cordiais, temos interesses comuns e estamos sempre juntos, mas não somos unidos o suficiente para reivindicar incentivos ou melhorias consistentes e duradoras que garantam nossos investimentos, melhor qualidade e tecnologias. Não devemos temer os que vêm vender no nosso mercado, precisamos, sim, estar preparados para vender no mercado deles” - adianta Catanio.
Para Marcelo Silva, nas últimas décadas, o agravamento dos problemas ambientais, a eletrônica embarcada e o aumento da exigência dos consumidores mudou a indústria automobilística. Ele diz que o Brasil não fugiu à regra e hoje há uma preocupação crescente com o consumo, a reciclagem e a climatização dos veículos, por exemplo. “Os fabricantes de filtros participam ativamente desse processo e precisam se superar a cada dia, desenvolvendo novos produtos mais eficientes, leves, recicláveis, baratos, duráveis e de fácil manutenção. Duas tecnologias que refletem bem essa realidade são os módulos ecológicos para os filtros do óleo e os filtros da cabine de alta eficiência com carvão ativado” - expõe.



No Brasil, a Sogefi tem uma das mais modernas fábricas do grupo, inaugurada em 2015 em Jarinu (SP), e investe no desenvolvimento de novas tecnologias e produtos para uma frota cada vez mais diversificada. “Quem não acompanhar essa dinâmica vai ficar para trás. E, em poucos anos, ainda teremos a popularização dos veículos elétricos, que, ao contrário do que muitos imaginam, utilizam vários filtros de alta tecnologia para garantir a durabilidade dos seus componentes e o conforto dos ocupantes” - alerta Marcelo Silva. 


Contato das empresas:
Parker Hannifin: www.parker.com.br

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